Case de Sucesso: Super Saito

Case de Sucesso: Super Saito

Resumo executivo

Segmento: Varejo, Supermercadistas

Sinopse / Proposta de valor: uma "adquirente" própria, para reduzir o custo de transação. Além disso, aproveitar o prestígio regional para credenciar outros estabelecimentos e lucrar com o volume de transações processadas por eles.

Resultados: R$ 2,1 milhões em lucro projetado nos primeiros 12 meses — crescimento de mais de 60% na margem

Todo supermercado paga uma taxa para processar cada venda no cartão. Parece inevitável. Faz parte do negócio.

Mas e se o supermercado fosse a própria adquirente? E se, além de parar de pagar essa taxa, ele começasse a cobrar de outros estabelecimentos pelo mesmo serviço?

Foi essa virada de chave que a Finscale ajudou a Mariana Saito a enxergar.

Quem é o Super Saito

O Super Saito é um dos maiores grupos de supermercado e atacado do Mato Grosso. Mais de R$ 100 milhões em transações por ano. 390 colaboradores.

Uma marca com forte prestígio regional, o tipo de reputação que leva décadas para construir e que poucos conseguem replicar.

Mariana Saito, sócia-gestora do grupo, estava buscando formas de inovar.

A gestão financeira da empresa ainda era muito manual. O crediário, iniciativa própria para estimular vendas, também era operado à mão. Ela queria tecnologia. Queria eficiência. E começou a se perguntar se não havia algo maior a ser construído.

"E se eu criar uma tecnologia que me ajude na gestão financeira, no crediário e ainda me permita desenvolver outros produtos financeiros? Isso é viável? Qual o potencial de retorno?"

Pesquisando, encontrou a Finscale.

O que a Finscale fez

Mariana tinha ideias. Mas teve a postura que separa os clientes que avançam dos que ficam na especulação: deixou a Finscale analisar antes de decidir.

Em menos de 45 dias, o time fez uma imersão completa no negócio: performance de cada loja, fluxo de caixa, capital de giro, processos do time financeiro, perfil dos clientes e colaboradores.

Tudo que fosse necessário para entender onde estavam as oportunidades reais, não as óbvias.

Foram mapeadas mais de 20 hipóteses de receita financeira. Três se destacaram:

  • Juros do crediário, a operação que a própria Mariana apostava ser a mais estratégica;

  • Adquirente própria (subadquirente), para reduzir o custo transacional e credenciar outros estabelecimentos da região;

  • Conta salário e consignado privado para os colaboradores.

Para cada uma, a Finscale fez a análise de unit economics completa: custo, necessidade de capital, projeção de receita, ponto de equilíbrio e análise de investimento; para garantir que o capital alocado ali geraria mais retorno do que em qualquer outra alternativa.

O resultado que ninguém esperava

A melhor oportunidade de curto prazo não era o crediário. Era a adquirente.

O Super Saito já processava um volume expressivo de transações nas suas próprias lojas. Ao se tornar subadquirente, ele eliminaria a taxa de MDR.

Com o prestígio que possui na região, poderia credenciar outros estabelecimentos locais, transformando a operação em uma fonte de receita que vai muito além das suas vendas próprias.

É importante notar que, embora deixasse de pagar taxas, o Super Saito passaria a ter um custo mensal para manter a operação.

Um dos papéis da Finscale foi analisar se o custo mensal da operação seria inferior ao custo do MDR, considerando o volume total gerado por eles. Neste caso, o volume já se mostrou suficiente para justificar a operação.

A composição do resultado projetado pela Finscale:


  • Lift Varejo: R$ 900k — ganho direto ao processar as próprias transações

  • Float/SCD: R$ 1,3 MM — receita financeira sobre o fluxo de caixa

  • Expansão: R$ 265k — credenciamento de outros estabelecimentos da região

  • Parcelado + MDR: R$ 270k — receita sobre transações parceladas

  • Custos operacionais: (R$ 600k)

  • Resultado líquido: R$ 2,1 milhões em 12 meses

Para um negócio com margens entre 1% e 5%, isso representa +1,9 pontos percentuais de margem — um crescimento de mais de 60% na lucratividade.

E esse é o resultado de uma única oportunidade. Foram mais de 20 mapeadas.

O roadmap para chegar lá

Concluído o estudo, a Finscale desenvolveu um plano de implementação em três fases:



Fase 1 — Geração de Caixa Curadoria de fornecedores BaaS, estruturação contratual e início da operação de subadquirência (TPV). É aqui que o dinheiro começa a entrar.

Fase 2 — Aumento de Ticket Expansão do ecossistema com marketplace de sellers, cartão private label e fidelização nas lojas.

Fase 3 — Escala de Margem Estruturação da carteira de crédito com cessão e securitização — o modelo que transforma a operação financeira em um ativo de longo prazo.

Ao final do primeiro ano, a expectativa é ter: TPV monetizado com fluxo de receita crescente, modelo de crédito validado, base de dados comportamental estruturada e operação 100% dentro dos parceiros regulados — com compliance garantido e risco regulatório minimizado.

O projeto está atualmente na Fase 1. A Finscale já concluiu a curadoria de fornecedores e, a partir da contratação do provedor de tecnologia, toca todos os próximos passos. O cliente não precisa se envolver na operação.

Isso se aplica ao seu supermercado?

Não necessariamente da mesma forma.

A adquirente foi a melhor estratégia para o Super Saito porque o grupo tem interesse em credenciar outros estabelecimentos — e tem o prestígio regional para fazer isso funcionar. Sem esse ingrediente, outras operações mapeadas seriam mais rentáveis e viriam primeiro.

É por isso que aqui na Finscale olhamos caso a caso. Um varejo do mesmo segmento, com volume parecido, pode ter um caminho completamente diferente. O que muda o resultado é a análise — não o setor.

Se você quer entender qual é a sua oportunidade, fale com nosso time.

A Finscale é uma consultoria especializada em finanças embarcadas. Ajudamos empresas a construir suas próprias operações financeiras — do diagnóstico à implementação.